¹⁰ Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
Eclesiastes 9:10
Estudos Bíblicos e Livros com conteúdo espiritual
Tema: Quando Jesus Parece Atrasar
Amados irmãos,
Há momentos em nossa caminhada em que o céu parece silencioso. Oramos, clamamos, esperamos… e nada acontece. O relógio avança, as forças diminuem, e a pergunta surge no coração: “Por que Jesus está demorando?”
Mas a Palavra nos ensina algo poderoso: o atraso de Jesus nunca é ausência; é propósito.
Vejamos dois episódios marcantes.
No primeiro, Jesus recebe o pedido desesperado de Jairo. Sua filha ainda estava viva. Bastava ir depressa. Mas no caminho, Jesus para. Para ouvir uma mulher, para tocar outra dor. E enquanto Ele para, a notícia chega: “Tua filha morreu.” Aos olhos humanos, acabou. Jesus atrasou.
Mas Jesus entra naquela casa, toma a menina pela mão e diz: “Talitá cumi.” E onde havia morte, houve vida. O atraso não impediu o milagre; apenas mudou o nível dele.
No segundo episódio, Lázaro, amigo íntimo de Jesus. Jesus é avisado da enfermidade, mas decide ficar mais dois dias onde estava. Quando chega, Lázaro já está morto há quatro dias. Marta diz: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.”
Traduzindo: “Jesus, o Senhor chegou tarde demais.”
Mas Jesus responde com uma revelação eterna: “Eu sou a ressurreição e a vida.”
Ele não corre para evitar a morte. Ele chega depois dela, para mostrar que nem a morte é o fim quando Ele está presente.
Irmãos, talvez hoje você esteja vivendo um “quarto dia”. O sonho morreu. A esperança cheira mal. As pessoas já enterraram e disseram: “Não tem mais jeito.”
Mas ouça: Jesus nunca chega cedo demais, nem tarde demais. Ele chega no tempo certo para glorificar o nome do Pai.
Quando Jesus demora, Ele está nos ensinando a confiar mais no Seu caráter do que no Seu cronograma.
Quando Ele não age como esperamos, Ele está preparando algo maior do que pedimos.
Porque se Ele chegasse antes, seria apenas cura. Mas chegando depois, Ele se revela como ressurreição.
Não perca a fé porque o milagre está demorando.
Não desista porque parece morto.
Não feche o coração porque todos dizem que acabou.
Jesus ainda está a caminho.
E quando Ele chega, até o que foi enterrado ouve Sua voz.
Aquilo que você chama de atraso, Deus chama de cenário perfeito.
Aquilo que você chama de fim, Deus chama de começo.
Creia: Ele vai chegar.
Ele vai ressuscitar.
E o Seu nome será glorificado.
Amém.
Texto base: Lucas 12:19–20
Tema: O último dia do ano à luz da advertência de Jesus
Estamos no último dia do ano. Em poucas horas, cruzaremos a fronteira invisível entre o que ficou para trás e o que ainda não existe. É um momento de balanço, de reflexão, de expectativa… mas também de perigo espiritual: muitos encaram a virada do ano da mesma forma que o homem da parábola de Jesus — confiantes demais no amanhã.
Jesus fala do “rico insensato”. Ele não era chamado de insensato por ser rico, mas por acreditar que controlava o tempo e a própria alma.
Hoje, Deus nos coloca diante da mesma pergunta:
“E se esta noite te pedirem a alma… você está pronto?”
“Tens em depósito muitos bens… descansa, come, bebe e regala-te.”
O homem da parábola faz planos detalhados para si mesmo. Ele cria um futuro perfeito:
muitos anos;
segurança financeira;
prazer;
estabilidade;
descanso.
Nada disso é errado em si mesmo. O erro foi planejar tudo sem Deus.
No último dia do ano, muitos repetem o mesmo discurso:
“Ano que vem vou fazer isso…”
“Ano que vem eu mudo…”
“Ano que vem começo a buscar a Deus…”
“Ano que vem resolvo minha vida espiritual…”
Mas o problema é que o ‘ano que vem’ não nos pertence.
O rico acreditava possuir muitos anos — quando na verdade não possuía nem a próxima madrugada.
“Louco! Esta noite te pedirão a tua alma.”
Observe:
Não é “amanhã”.
Não é “daqui a alguns anos”.
É esta noite.
Deus o chama de louco, não por causa de suas riquezas, mas porque viveu como se Deus não existisse, como se a eternidade não fosse real.
O grande perigo espiritual do último dia do ano não é a festa — é a ilusão.
A ilusão de que amanhã estará garantido, que haverá tempo para consertar, que haverá oportunidade para se arrepender depois.
Mas Jesus pergunta: E se não houver depois?
“…e o que tens preparado, para quem será?”
Jesus aponta para uma segunda tragédia:
O homem gastou a vida acumulando coisas que ele não poderia levar.
No último dia do ano, muitos fazem listas:
metas financeiras
metas profissionais
metas físicas
metas emocionais
Mas poucos colocam metas espirituais.
Poucos dizem:
“Quero estar mais perto de Deus.”
“Quero restaurar minha vida de oração.”
“Quero voltar à comunhão.”
“Quero servir a Cristo com mais dedicação.”
Jesus mostra o absurdo:
Se você prepara tudo para o corpo, mas nada para a alma, você está despreparado para o que realmente importa.
A sabedoria bíblica não está em saber o futuro, mas em confiar em Quem controla o futuro.
Hoje Deus pergunta:
Você vai entrar no próximo ano com a mesma indiferença espiritual?
Vai continuar adiando o que é eterno por causa do que é passageiro?
Vai viver como se a alma fosse menos urgente do que os bens, o trabalho e os prazeres?
O último dia do ano é um espelho:
O que fiz com o tempo que Deus me deu?
Houve crescimento espiritual?
Há pecados que ainda não entreguei?
Há perdões que ainda não ofereci?
Há chamadas de Deus que ainda não respondi?
Jesus não nos dá este texto para gerar medo, mas para produzir despertar.
No final do ano, Ele nos convida a três atitudes:
Antes da meia-noite, ajuste sua vida com Deus.
Não entre no novo ano com dívidas espirituais acumuladas.
Faça planos, sim — mas coloque Deus no centro.
Ele não quer ser um adorno, mas o eixo.
Não diga: “Tenho muitos anos.”
Diga: “Tenho hoje — e hoje servirei ao Senhor.”
Imagine a cena:
Relógios marcando a contagem regressiva, fogos prontos para estourar… mas antes da virada, Deus diz:
“Esta noite te pedirei a alma.”
Não é para assustar — é para acordar.
A pergunta verdadeira não é:
“Como entrar no novo ano?”
Mas sim:
“Como entrar na eternidade se ela chegasse hoje?”
Se hoje fosse o último dia da sua história terrena, sua alma estaria pronta?
Antes que o relógio vire, decida:
buscar a Deus com mais fervor,
voltar para os caminhos dEle,
realizar aquilo que você tem adiado,
colocar sua alma sob o cuidado do Salvador.
Que no próximo ano você não apenas tenha planos, mas tenha propósito — e que Cristo seja o centro de tudo.
“Porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui.”
— Lucas 12:15
Que Deus nos dê sabedoria para viver o novo ano…
e prontidão para entrar na eternidade quando Ele chamar.
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1 Pedro 1:6-7
“Nisso exultais, ainda que agora, por um pouco de tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.”
Vivemos dias em que o cristianismo se tornou leve demais — raso demais.
Muitos querem o Cristo dos milagres, mas não o Cristo da cruz.
Querem as bênçãos, mas não o compromisso.
E quando a fé se torna superficial, Deus, em Sua misericórdia, permite as provações — não para nos punir, mas para nos aprofundar.
As provações são os instrumentos do céu que escavam o solo raso da nossa fé para que ela crie raízes profundas em Cristo.
Jesus falou sobre isso na parábola do semeador (Mateus 13:20-21).
A semente que caiu em solo pedregoso brotou rápido, mas não tinha raiz. Quando veio o sol, secou.
Assim é o cristianismo de aparência: floresce nos dias de festa, mas murcha na hora da dor.
A fé superficial busca Deus pelo que Ele dá;
A fé verdadeira busca Deus pelo que Ele é.
Quando as bênçãos cessam, a fé superficial se escandaliza.
Mas a fé verdadeira amadurece, mesmo em meio à dor.
Pedro diz que a fé é mais preciosa do que o ouro.
O ouro, para ser puro, precisa ser derretido.
Da mesma forma, a fé só se torna genuína quando passa pelo fogo.
📖 Isaías 48:10 — “Eis que te purifiquei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição.”
As provações revelam o que há dentro de nós:
Se há confiança, ela brilhará.
Se há apenas aparência, ela se dissolverá.
Deus não quer nos ver queimados, quer nos ver refinados.
Jó é o maior exemplo disso.
Depois de perder tudo, ele declarou:
“Antes eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.” (Jó 42:5)
A dor nos leva de ouvir falar de Deus a ver Deus.
As provações nos empurram para o altar, para a dependência, para o verdadeiro relacionamento.
É nas lágrimas que a fé se torna viva.
É na solidão que aprendemos a confiar.
É no deserto que o maná cai do céu.
Muitos confundem provação com abandono.
Mas o Pai que permite o deserto é o mesmo que guia com a nuvem.
Ele permite as tempestades, mas continua no barco.
📖 Hebreus 12:6 — “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.”
A provação é um ato de amor — uma intervenção divina para curar nossa superficialidade espiritual.
Ele permite a dor temporária para gerar uma fé eterna.
Deus não está nos chamando para uma fé rasa, mas para uma fé profunda.
Uma fé que confia mesmo quando não entende.
Uma fé que permanece mesmo quando o milagre não vem.
🌾 Quando o cristianismo se torna superficial, Deus permite as provações severas — para que a aparência dê lugar à essência, e a religiosidade dê lugar à verdadeira comunhão.
Talvez você esteja passando por uma prova.
Não veja nela a mão que te castiga, mas a mão que te molda.
Não peça para sair do fogo antes do tempo; peça para sair de lá refinado.
Deixe Deus transformar a sua fé em ouro puro — porque, quando a fé é verdadeira, o fogo não destrói: o fogo revela. 🔥
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“Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e o mar se tornou em seco...”
“E quando os sacerdotes que levavam a arca do concerto do Senhor chegaram até o Jordão, e os seus pés se molharam na beira das águas, as águas que vinham de cima pararam e levantaram-se num montão...”
Há dois mares que marcam a história do povo de Deus:
O Mar Vermelho e o Rio Jordão.
O primeiro separa o Egito da liberdade; o segundo, o deserto da promessa.
O primeiro fala de saída, o segundo de chegada.
O primeiro é um ato de libertação, o segundo é um ato de consagração.
Entre esses dois mares está o deserto — o lugar onde Deus prova, ensina, e transforma escravos em filhos, e libertos em servos fiéis.
O povo estava preso há 430 anos no Egito. O Mar Vermelho representou:
O fim do jugo, a separação entre o passado e o novo começo.
A vitória sobre o inimigo, pois o exército de Faraó foi destruído.
A prova de fé, pois o mar só se abriu quando o povo avançou (Êxodo 14:15).
👉 Aplicação espiritual:
O Mar Vermelho simboliza a nossa redenção em Cristo.
É o momento em que deixamos o mundo, o pecado e o domínio do inimigo para trás.
O sangue de Jesus é o nosso “Mar Vermelho” — Ele nos libertou da escravidão do pecado e nos conduziu à liberdade da graça.
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36)
Mas a história não termina na libertação. A liberdade mau usada se torna rebeldia.
No deserto, o povo livre mostrou ter coração de escravo.
Eles reclamaram, duvidaram, adoraram ídolos e se rebelaram contra Deus.
A liberdade sem submissão virou confusão.
Trocaram o Deus da provisão pelo Deus da conveniência.
Lembravam com saudade das “panelas do Egito”.
Esqueceram que a liberdade tem propósito: servir ao Senhor.
👉 Aplicação espiritual:
Muitos foram libertos, mas ainda não são obedientes.
Saíram do Egito, mas o Egito não saiu deles.
A graça não é um convite à rebeldia, mas à santidade.
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gálatas 5:13)
Depois de 40 anos, um novo mar se coloca diante deles — o Rio Jordão.
Ele representa a transição final: do deserto para a herança, da promessa à posse.
Mas há uma diferença marcante:
No Mar Vermelho, Moisés levantou o cajado e Deus abriu o caminho.
No Jordão, os sacerdotes precisaram molhar os pés antes que as águas se abrissem.
👉 Aplicação espiritual:
O Jordão exige fé madura.
Não basta esperar o milagre; é preciso pisar nas águas.
Aqueles que atravessam o Jordão são os que aprenderam no deserto e agora estão prontos para viver a plenitude da promessa.
“Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” (Josué 3:5)
Todos nós vivemos entre dois mares:
O primeiro nos liberta, o segundo nos consagra.
O primeiro tira o pecado, o segundo nos dá propósito.
O primeiro é graça, o segundo é entrega.
🕊️ Mensagem final:
Talvez você já tenha passado pelo Mar Vermelho — foi liberto, perdoado, salvo.
Mas ainda vive no deserto da dúvida, da reclamação, da instabilidade espiritual.
Hoje, Deus te chama ao Jordão!
— Molhe os pés.
— Santifique-se.
— Tome posse da promessa!
O mesmo Deus que abriu o Mar Vermelho é o Deus que vai abrir o Jordão.
“Fiel é o que prometeu.” (Hebreus 10:23)
🎵 Mais perto quero estar (Hinário Adventista nº 312) — para o apelo final.
🎵 Marchamos para a Canaã (Hinário Adventista nº 449) — reforça a travessia e a herança.
🎵 Ó Deus de amor, Te adoro (Hinário Adventista nº 20) — para abertura, exaltando a fidelidade divina.