O Dízimo

A Origem Celestial do Dízimo — Um Princípio do Reino de Deus

Amados,

Quando falamos sobre dízimo, muitos pensam imediatamente em dinheiro, em igreja, em obrigação religiosa. Mas hoje convido você a erguer os olhos acima das questões terrenas. O dízimo não nasceu na Terra. O dízimo é um princípio celestial.

Antes de existir pecado, antes de existir necessidade de templos ou instituições humanas, já existia no universo um princípio fundamental: Deus é o dono de tudo, e Suas criaturas vivem em dependência dEle.

O dízimo é a expressão visível dessa verdade eterna.


1. O Dízimo é um Conceito de Propriedade Divina

A Escritura declara em Levítico:

“Também todas as dízimas da terra… são do Senhor; santas são ao Senhor.”
Levítico 27:30

Observe: o texto não diz que o dízimo se torna do Senhor. Ele já é do Senhor.

Isso revela algo profundo. O dízimo não é uma oferta voluntária. Não é um gesto de generosidade humana. Ele pertence a Deus por direito.

No Céu, tudo pertence a Deus. Os anjos não vivem sob a ilusão de autonomia. Todo o universo reconhece o Criador como fonte e sustentador da vida.

Quando devolvemos o dízimo, não estamos dando algo a Deus. Estamos reconhecendo uma realidade celestial.


2. O Dízimo Existia Antes da Lei de Moisés

Muito antes de Sinai, muito antes do sistema levítico, encontramos o dízimo na experiência de Abraão:

“E de tudo lhe deu o dízimo.”
Gênesis 14:20

Abraão não recebeu um mandamento escrito. Não havia tábuas de pedra. Não havia sacerdócio levítico.

Por que então ele devolveu o dízimo?

Porque o dízimo não é primeiramente um regulamento. É um princípio moral do governo divino. É uma resposta natural de quem reconhece a soberania de Deus.

Depois vemos o mesmo em Jacó:

“De tudo quanto me concederes, certamente Te darei o dízimo.”
Gênesis 28:22

Perceba: patriarcas separados por gerações, sem legislação formal, mas unidos por uma mesma compreensão espiritual.

Eles entendiam algo que o Céu sempre soube: vida, provisão e bênçãos procedem de Deus.


3. O Dízimo Reflete o Governo Celestial

No Céu não há egoísmo. No Céu não há independência rebelde. O pecado surgiu justamente quando Lúcifer desejou autonomia — querer algo para si que não lhe pertencia.

O dízimo é o antídoto contra o espírito de Lúcifer.

Toda vez que retemos o que Deus declarou como Seu, repetimos, ainda que inconscientemente, o princípio da rebelião:
“Isso é meu.”

Mas o dízimo ensina o princípio do Reino:
“Tudo vem de Ti, Senhor.”


4. O Dízimo é um Ato de Adoração

Em Malaquias, Deus fala com linguagem solene:

“Roubará o homem a Deus?”
Malaquias 3:8

Deus não está discutindo finanças. Está tratando de lealdade, de reconhecimento, de adoração.

Reter o dízimo não é apenas uma falha administrativa. É uma distorção espiritual — esquecer quem é o verdadeiro dono.

Devolver o dízimo é um ato de culto. É adoração prática. É declarar:

“Senhor, eu não confio na economia, nem na estabilidade humana. Confio em Ti.”


5. O Dízimo e a Confiança em Deus

O mesmo capítulo traz uma promessa extraordinária:

“Fazei prova de Mim.”
Malaquias 3:10

Quantas vezes Deus convida o ser humano a testá-Lo?

Aqui vemos a pedagogia divina. O dízimo não é para enriquecer Deus. É para libertar o coração humano da ansiedade, do apego, do medo.

Quem vive o princípio celestial do dízimo aprende uma lição que ecoa nas cortes do Céu:
Deus sustenta os que nEle confiam.


6. O Exemplo Supremo de Entrega

Quando olhamos para Jesus Cristo, vemos o maior testemunho do espírito do Reino.

Ele não reteve nada. Não guardou privilégios. Não protegeu direitos.

Ele Se entregou completamente.

O dízimo, em essência, é um reflexo desse mesmo espírito: reconhecer que tudo pertence a Deus e viver em confiança.


7. O Dízimo na Perspectiva Adventista

Como povo remanescente, entendemos que o dízimo está ligado à missão, à pregação do evangelho, à manutenção da obra divina.

Mas, mais profundamente, ele está ligado ao grande conflito.

Cada decisão financeira carrega uma declaração espiritual:
Quem é o Senhor da minha vida?

Como escreveu Ellen G. White:

“O sistema do dízimo é belo em sua simplicidade e igualdade.”

Ele não é peso. É privilégio. É participação no governo de Deus.


Conclusão

Meus irmãos,

O dízimo não é um mecanismo humano. Não é invenção eclesiástica. Não é estratégia administrativa.

Ele é um princípio do Céu, dado à Terra para restaurar no coração humano a consciência perdida de dependência do Criador.

Quando devolvemos o dízimo:

  • Reconhecemos a soberania divina
  • Rejeitamos o espírito de autossuficiência
  • Participamos dos valores do Reino
  • Declaramos confiança em Deus

Que hoje possamos não apenas praticar o dízimo, mas compreender sua origem celestial.

Amém.

 

¹⁰ Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. 


Eclesiastes 9:10

Quando Jesus Atrasa

Tema: Quando Jesus Parece Atrasar

Amados irmãos,

Há momentos em nossa caminhada em que o céu parece silencioso. Oramos, clamamos, esperamos… e nada acontece. O relógio avança, as forças diminuem, e a pergunta surge no coração: “Por que Jesus está demorando?”
Mas a Palavra nos ensina algo poderoso: o atraso de Jesus nunca é ausência; é propósito.

Vejamos dois episódios marcantes.

No primeiro, Jesus recebe o pedido desesperado de Jairo. Sua filha ainda estava viva. Bastava ir depressa. Mas no caminho, Jesus para. Para ouvir uma mulher, para tocar outra dor. E enquanto Ele para, a notícia chega: “Tua filha morreu.” Aos olhos humanos, acabou. Jesus atrasou.
Mas Jesus entra naquela casa, toma a menina pela mão e diz: “Talitá cumi.” E onde havia morte, houve vida. O atraso não impediu o milagre; apenas mudou o nível dele.

No segundo episódio, Lázaro, amigo íntimo de Jesus. Jesus é avisado da enfermidade, mas decide ficar mais dois dias onde estava. Quando chega, Lázaro já está morto há quatro dias. Marta diz: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.”
Traduzindo: “Jesus, o Senhor chegou tarde demais.”
Mas Jesus responde com uma revelação eterna: “Eu sou a ressurreição e a vida.”
Ele não corre para evitar a morte. Ele chega depois dela, para mostrar que nem a morte é o fim quando Ele está presente.

Irmãos, talvez hoje você esteja vivendo um “quarto dia”. O sonho morreu. A esperança cheira mal. As pessoas já enterraram e disseram: “Não tem mais jeito.”
Mas ouça: Jesus nunca chega cedo demais, nem tarde demais. Ele chega no tempo certo para glorificar o nome do Pai.

Quando Jesus demora, Ele está nos ensinando a confiar mais no Seu caráter do que no Seu cronograma.
Quando Ele não age como esperamos, Ele está preparando algo maior do que pedimos.
Porque se Ele chegasse antes, seria apenas cura. Mas chegando depois, Ele se revela como ressurreição.

Não perca a fé porque o milagre está demorando.
Não desista porque parece morto.
Não feche o coração porque todos dizem que acabou.

Jesus ainda está a caminho.
E quando Ele chega, até o que foi enterrado ouve Sua voz.

Aquilo que você chama de atraso, Deus chama de cenário perfeito.
Aquilo que você chama de fim, Deus chama de começo.

Creia: Ele vai chegar.
Ele vai ressuscitar.
E o Seu nome será glorificado.

Amém.

Evangelismo


EVANGELISMO — O QUE EU SEI, E O QUE O MUNDO NÃO SABE

Texto-chave:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
(Mateus 24:14)

INTRODUÇÃO
Vivemos na era da informação. Nunca se soube tanto… e, paradoxalmente, nunca se esteve tão perdido.
As pessoas sabem o que acontece no mercado, o que acontece na política, o que acontece nas redes sociais — mas ignoram o que realmente importa: o que Deus está prestes a fazer.
O mundo vive como se tudo fosse continuar para sempre.
Mas nós sabemos que não.
Hoje quero falar sobre três verdades que eu sei — e que o mundo, em grande parte, não sabe. Verdades que não me permitem ficar calado.


I — EU SEI QUE JESUS VAI VOLTAR
“Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá.”
(Apocalipse 1:7)
O mundo acredita no progresso humano. Acredita que a ciência, a tecnologia e a política resolverão tudo.
Mas nós sabemos que a esperança do mundo não está no homem — está em Cristo.
A volta de Jesus não é simbólica, nem espiritual apenas.
Será literal, visível, audível e gloriosa.
👉 O mundo ri dessa ideia.
👉 O mundo chama isso de fanatismo.
👉 O mundo diz: “Isso sempre foi pregado, e nada aconteceu”.
Mas a Bíblia responde:
“O Senhor não retarda a Sua promessa.” (2 Pedro 3:9)
A demora não é descuido — é misericórdia.
Cada dia a mais é uma oportunidade de arrependimento.

Ilustração
Assim como as pessoas zombaram de Noé enquanto a arca era construída, o mundo hoje ignora o aviso.
Mas a chuva veio.
E Cristo virá.

II — EU SEI QUE HAVERÁ UM FIM PARA TUDO ISSO
“Porque sabemos que toda a criação geme…”
(Romanos 8:22)
O mundo normalizou a dor.
Normalizou a violência.
Normalizou a morte.
Mas nós sabemos que isso não foi o plano original de Deus — e não será o plano final.
A Bíblia afirma que:
“O salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23)
Este sistema está condenado não porque Deus é mau, mas porque o pecado é destrutivo.
Deus dará um fim ao mal para salvar o bem.
👉 O sofrimento não é eterno.
👉 A injustiça não vencerá.
👉 A morte não terá a última palavra.

Aplicação
Quando evangelizamos, não estamos anunciando desgraça, mas libertação.
O fim do mundo não é o fim da esperança — é o fim do pecado.


III — EU SEI QUE HÁ UMA NOVA TERRA PARA QUEM ACEITAR A CRISTO
“E vi novos céus e nova terra.”
(Apocalipse 21:1)
O mundo vive para este agora.
Mas nós vivemos com os olhos na eternidade.
Deus não está apenas nos levando para o céu —
Ele está restaurando tudo o que foi perdido.
“Ele enxugará dos olhos toda lágrima.” (Apocalipse 21:4)
Não haverá:
• dor
• luto
• separação
• morte
Haverá vida plena, relacionamento restaurado e paz definitiva.

Ilustração
O cristão não vive escapando do mundo — vive esperando por um mundo melhor, prometido por Deus.

CONCLUSÃO — EU NÃO POSSO FICAR CALADO
Diante dessas verdades:
• Jesus vai voltar
• Este mundo vai passar
• Há uma nova Terra preparada
👉 Eu não posso ficar calado.
Calar não é neutralidade.
Calar é negar ao outro a chance de esperança.
“Ai de mim se não anunciar o evangelho!”
(1 Coríntios 9:16)
Evangelizar não é talento — é missão.
Não é para alguns — é para todos.
Não é opção — é chamado.

APELO FINAL
Hoje Deus não está perguntando o quanto você sabe,
mas o que você fará com o que sabe.
Se você deseja dizer:
“Senhor, usa a minha voz, a minha vida, o meu testemunho”
Se você entende que não pode mais ficar calado,
que quer ser um mensageiro neste tempo final,
👉 Levante-se onde estiver e vamos cantar o hino:

Que Deus nos ajude a viver e anunciar
o que o mundo não sabe — mas precisa saber.




SERMÃO – “E SE ESTA NOITE TE PEDIREM A ALMA?”


Texto base: Lucas 12:19–20
Tema: O último dia do ano à luz da advertência de Jesus


INTRODUÇÃO

Estamos no último dia do ano. Em poucas horas, cruzaremos a fronteira invisível entre o que ficou para trás e o que ainda não existe. É um momento de balanço, de reflexão, de expectativa… mas também de perigo espiritual: muitos encaram a virada do ano da mesma forma que o homem da parábola de Jesus — confiantes demais no amanhã.

Jesus fala do “rico insensato”. Ele não era chamado de insensato por ser rico, mas por acreditar que controlava o tempo e a própria alma.

Hoje, Deus nos coloca diante da mesma pergunta:
“E se esta noite te pedirem a alma… você está pronto?”


1. A ILUSÃO DO CONTROLE (Lucas 12:19)

Tens em depósito muitos bens… descansa, come, bebe e regala-te.

O homem da parábola faz planos detalhados para si mesmo. Ele cria um futuro perfeito:

  • muitos anos;

  • segurança financeira;

  • prazer;

  • estabilidade;

  • descanso.

Nada disso é errado em si mesmo. O erro foi planejar tudo sem Deus.

No último dia do ano, muitos repetem o mesmo discurso:

  • “Ano que vem vou fazer isso…”

  • “Ano que vem eu mudo…”

  • “Ano que vem começo a buscar a Deus…”

  • “Ano que vem resolvo minha vida espiritual…”

Mas o problema é que o ‘ano que vem’ não nos pertence.

O rico acreditava possuir muitos anos — quando na verdade não possuía nem a próxima madrugada.


2. A REALIDADE DO CHAMADO DIVINO (Lucas 12:20)

Louco! Esta noite te pedirão a tua alma.

Observe:

  • Não é “amanhã”.

  • Não é “daqui a alguns anos”.

  • É esta noite.

Deus o chama de louco, não por causa de suas riquezas, mas porque viveu como se Deus não existisse, como se a eternidade não fosse real.

O grande perigo espiritual do último dia do ano não é a festa — é a ilusão.
A ilusão de que amanhã estará garantido, que haverá tempo para consertar, que haverá oportunidade para se arrepender depois.

Mas Jesus pergunta: E se não houver depois?


3. O QUE ESTÁS PREPARANDO PARA O ANO NOVO?

…e o que tens preparado, para quem será?

Jesus aponta para uma segunda tragédia:
O homem gastou a vida acumulando coisas que ele não poderia levar.

No último dia do ano, muitos fazem listas:

  • metas financeiras

  • metas profissionais

  • metas físicas

  • metas emocionais

Mas poucos colocam metas espirituais.
Poucos dizem:

  • “Quero estar mais perto de Deus.”

  • “Quero restaurar minha vida de oração.”

  • “Quero voltar à comunhão.”

  • “Quero servir a Cristo com mais dedicação.”

Jesus mostra o absurdo:
Se você prepara tudo para o corpo, mas nada para a alma, você está despreparado para o que realmente importa.


4. O ÚLTIMO DIA DO ANO É UM CHAMADO À SABEDORIA

A sabedoria bíblica não está em saber o futuro, mas em confiar em Quem controla o futuro.

Hoje Deus pergunta:
Você vai entrar no próximo ano com a mesma indiferença espiritual?
Vai continuar adiando o que é eterno por causa do que é passageiro?
Vai viver como se a alma fosse menos urgente do que os bens, o trabalho e os prazeres?

O último dia do ano é um espelho:

  • O que fiz com o tempo que Deus me deu?

  • Houve crescimento espiritual?

  • Há pecados que ainda não entreguei?

  • Há perdões que ainda não ofereci?

  • Há chamadas de Deus que ainda não respondi?


5. O CHAMADO DE JESUS PARA UM NOVO ANO

Jesus não nos dá este texto para gerar medo, mas para produzir despertar.

No final do ano, Ele nos convida a três atitudes:

1) Reconciliação

Antes da meia-noite, ajuste sua vida com Deus.
Não entre no novo ano com dívidas espirituais acumuladas.

2) Prioridade espiritual

Faça planos, sim — mas coloque Deus no centro.
Ele não quer ser um adorno, mas o eixo.

3) Dependência diária

Não diga: “Tenho muitos anos.”
Diga: “Tenho hoje — e hoje servirei ao Senhor.”


CONCLUSÃO – E SE ESTA NOITE…

Imagine a cena:
Relógios marcando a contagem regressiva, fogos prontos para estourar… mas antes da virada, Deus diz:
“Esta noite te pedirei a alma.”

Não é para assustar — é para acordar.

A pergunta verdadeira não é:
“Como entrar no novo ano?”
Mas sim:
“Como entrar na eternidade se ela chegasse hoje?”

Se hoje fosse o último dia da sua história terrena, sua alma estaria pronta?


APEL0

Antes que o relógio vire, decida:

  • buscar a Deus com mais fervor,

  • voltar para os caminhos dEle,

  • realizar aquilo que você tem adiado,

  • colocar sua alma sob o cuidado do Salvador.

Que no próximo ano você não apenas tenha planos, mas tenha propósito — e que Cristo seja o centro de tudo.

“Porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui.”
Lucas 12:15

Que Deus nos dê sabedoria para viver o novo ano…
e prontidão para entrar na eternidade quando Ele chamar.

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A Igreja Militante e A Igreja Triunfante

Título do Sermão:
“Entre a Luta e a Glória: Da Igreja Militante à Igreja Triunfante”

Introdução
Amados irmãos, vivemos hoje como parte de uma igreja que caminha, que batalha, que sofre, que espera e que crê. A Bíblia nos apresenta duas fases da igreja de Cristo: a Igreja Militante, aquela que ainda está na Terra, envolvida em conflitos espirituais; e a Igreja Triunfante, aquela que um dia estará vitoriosa com Cristo nos céus, livre do pecado, da dor, da morte e da tentação.
Hoje, vamos entender quem somos, onde estamos e para onde estamos indo.

1. A Igreja Militante – A Igreja que Luta
A palavra “militante” vem de “milícia”, de guerra, de combate. Essa é a condição da igreja hoje.
📖 “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” – 2 Timóteo 4:7
📖 “A nossa luta não é contra carne e sangue...” – Efésios 6:12
A Igreja Militante é:
✅ Imperfecta – composta por pecadores salvos pela graça, mas ainda em batalha contra o pecado.
✅ Atacada – pelo inimigo, pelo mundo, e muitas vezes por fraquezas internas.
✅ Chamado à perseverança – não à fuga, mas à resistência.
✅ Movida pela esperança – pois sabe que sua luta não é em vão.
Ela é como o povo de Israel no deserto: caminhando, guerreando, mas com os olhos na terra prometida.
Essa é a igreja vivendo hoje, com lágrimas, intercessões, aparentes derrotas – mas sustentada pelo sangue do Cordeiro.

2. A Igreja Triunfante – A Igreja que Venceu
Se a Igreja Militante é o “agora”, a Igreja Triunfante é o “ainda não”, mas será!
📖 “E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu... e Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima.” – Apocalipse 21:2-4
📖 “Estes são os que vieram da grande tribulação... e lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro.” – Apocalipse 7:14
A Igreja Triunfante é:
✨ Purificada – sem pecado, sem mal, sem tentação.
✨ Reunida – todos os salvos de todas as eras, todos os nomes escritos no Livro da Vida.
✨ Glorificada – não só liberta do pecado, mas ao lado de Cristo, participando de Sua glória.
✨ Vitoriosa – porque a vitória foi conquistada na cruz, mas será celebrada para sempre.
Se aqui marchamos, lá reinaremos.
Se aqui lutamos, lá descansaremos.
Se aqui choramos, lá cantaremos.

3. O Elo Entre as Duas Igrejas: A Fé que Persevera
Não existe Igreja Triunfante sem Igreja Militante. Não existe vitória sem batalha, nem coroa sem cruz, nem céu sem fidelidade na terra.
📖 “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” – Apocalipse 2:10
O que mantém a Igreja Militante firme é:
✅ A promessa da volta de Cristo
✅ A certeza de que o mal terá fim
✅ A presença do Espírito Santo
✅ A comunhão dos santos
✅ A visão da eternidade
O cristão que não conhece a esperança da Igreja Triunfante enfraquece na luta. Mas o cristão que sabe para onde vai, suporta o fogo da fornalha.

Conclusão: Onde Você Está e Onde Deseja Estar?
Hoje, você e eu estamos na Igreja Militante. Estamos no campo de batalha. Mas um dia, pela graça, estaremos na Igreja Triunfante — se permanecermos em Cristo.
Hoje, lutamos.
Amanhã, venceremos.
Hoje, sofremos.
Amanhã, seremos consolados.
Hoje, caminham os soldados.
Amanhã, reinam os filhos do Rei.
📖 “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória muito excelente.” – 2 Coríntios 4:17

Apelo Final
Há duas igrejas, mas apenas um povo: os que lavam suas vestes no sangue do Cordeiro.
Você está lutando? Continue.
Você está cansado? Levante-se.
Você está desanimado? Olhe para cima.
A igreja ainda é militante, mas a vitória já está decretada!
Que o Senhor nos encontre fiéis no campo de batalha, até que sejamos chamados à festa da vitória.
Amém.

Quando Deus Permite as Provações

Tema: Quando Deus Permite as Provações — Da Superficialidade à Fé Verdadeira

Texto base:

1 Pedro 1:6-7

“Nisso exultais, ainda que agora, por um pouco de tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.”


Introdução

Vivemos dias em que o cristianismo se tornou leve demais — raso demais.
Muitos querem o Cristo dos milagres, mas não o Cristo da cruz.
Querem as bênçãos, mas não o compromisso.
E quando a fé se torna superficial, Deus, em Sua misericórdia, permite as provações — não para nos punir, mas para nos aprofundar.

As provações são os instrumentos do céu que escavam o solo raso da nossa fé para que ela crie raízes profundas em Cristo.


1️⃣ A fé superficial não resiste ao calor das provações

Jesus falou sobre isso na parábola do semeador (Mateus 13:20-21).
A semente que caiu em solo pedregoso brotou rápido, mas não tinha raiz. Quando veio o sol, secou.
Assim é o cristianismo de aparência: floresce nos dias de festa, mas murcha na hora da dor.

  • A fé superficial busca Deus pelo que Ele dá;

  • A fé verdadeira busca Deus pelo que Ele é.

Quando as bênçãos cessam, a fé superficial se escandaliza.
Mas a fé verdadeira amadurece, mesmo em meio à dor.


2️⃣ Deus usa o fogo das provações para purificar o ouro da fé

Pedro diz que a fé é mais preciosa do que o ouro.
O ouro, para ser puro, precisa ser derretido.
Da mesma forma, a fé só se torna genuína quando passa pelo fogo.

📖 Isaías 48:10 — “Eis que te purifiquei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição.”

As provações revelam o que há dentro de nós:

  • Se há confiança, ela brilhará.

  • Se há apenas aparência, ela se dissolverá.

Deus não quer nos ver queimados, quer nos ver refinados.


3️⃣ As provações transformam o conhecimento de Deus em experiência com Deus

Jó é o maior exemplo disso.
Depois de perder tudo, ele declarou:

“Antes eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.” (Jó 42:5)

A dor nos leva de ouvir falar de Deus a ver Deus.
As provações nos empurram para o altar, para a dependência, para o verdadeiro relacionamento.

É nas lágrimas que a fé se torna viva.
É na solidão que aprendemos a confiar.
É no deserto que o maná cai do céu.


4️⃣ Deus permite as provações porque nos ama

Muitos confundem provação com abandono.
Mas o Pai que permite o deserto é o mesmo que guia com a nuvem.
Ele permite as tempestades, mas continua no barco.

📖 Hebreus 12:6 — “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.”

A provação é um ato de amor — uma intervenção divina para curar nossa superficialidade espiritual.
Ele permite a dor temporária para gerar uma fé eterna.


Conclusão

Deus não está nos chamando para uma fé rasa, mas para uma fé profunda.
Uma fé que confia mesmo quando não entende.
Uma fé que permanece mesmo quando o milagre não vem.

🌾 Quando o cristianismo se torna superficial, Deus permite as provações severas — para que a aparência dê lugar à essência, e a religiosidade dê lugar à verdadeira comunhão.


Apelo

Talvez você esteja passando por uma prova.
Não veja nela a mão que te castiga, mas a mão que te molda.
Não peça para sair do fogo antes do tempo; peça para sair de lá refinado.

Deixe Deus transformar a sua fé em ouro puro — porque, quando a fé é verdadeira, o fogo não destrói: o fogo revela. 🔥


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